Acabo de mudar umas plantas de vaso. O suor escorre entre meus seios, preciso de um banho.
Coloco um vestido de tecido fino, alças, ombros e colo à mostra revelando as saliências de que sei, gostar. O dia amanheceu quente e, lembrar de você, talvez o esquenta mais.
Está quase na hora do almoço, começo a mexer com panelas, temperos, pensar no que vou cozinhar. Ontem não deu tempo, eu estava exausta depois do último beijo, você me deixa assim.
Colhi alguns tomatinhos, salsa e manjericão. Há algo de sex numa horta, ou há algo de sex nos movimentos involuntários que faço, lembranças da noite de ontem.
Vou fazer umas panquecas, cenoura na massa, recheá-las com o que colhi e um pouco de mozzarela. Começo a picar os tomate quando ouço o barulho da porta da sala se abrindo. Só você tem as chaves, mas não combinamos nada, cada um almoçaria só e, depois, como sempre acontece, nos falaríamos pelos meios de comunicação disponíveis e, marcaríamos nosso próximo encontro, entre vozes sussurradas e palavras picantes.
Fingi não perceber o barulho, continuei o que fazia. Senti o calor do seu corpo se aproximar, me mantive discreta, quase desatenta, mas já havia em meu rosto aquele meio sorriso que você sabe ler tão bem.
Sinto sua mão segurando minha nuca onde, imediatamente, você deposita sua boca, quente, molhada, me enchendo de mordiscadas e pequenos beijos, enquanto acaricia suavemente, com a outra mão, minha coxa direita, gosta de me ver eriçada como gata no cio, e eu sei disso. Continuo picando meus tomates e disfarçando aquilo que você tão bem já sabe.
Sua mão em minha coxa desliza entre a carne e o pano, chega até meu sexo e o descobre desnudo e melado. O dia amanheceu quente, a temperatura só aumentava, não faria sentido colocar uma calcinha. Talvez, algo em mim sabia que você voltaria, ainda havia muito tesão da noite passada.
Você brinca com meu sexo enquanto beija minha nuca descendo pelas minhas costas, suspende meu vestido deixando minha bunda, já empinada, toda à mostra, a beija, a morde, vira meu corpo e abre minhas pernas ... delicadamente ... eu dobro meus joelhos um pouco, me coloco na ponta dos pés de um jeito que possa me beijar sem pressa. O beijo é longo. Você segura firme minhas nádegas, ajeitando meu quadril para que possa acariciar meu tesão, teso, aguardando sua língua espessa que conhece cada pedacinho meu.
De repente, o beijo cessa, você me coloca, novamente, de costas, vem trazendo meu vestido acariciando minhas costas, o tira, espalma forte minha pélvis com sua mão esquerda me fazendo empinar a bunda o máximo que consigo. enquanto me entretém com beijos na nuca, num susto, te sinto todo dentro de mim, me apoio na pia enquanto nos curvamos pra frente. Você segura firme meus seios enquanto mete todo o tesão que ainda restou da noite passada.
Seus braços fortes me envolvem enquanto sinto seu rosto sobre meu ombro direito. Você me aperta cada vez mais forte, e mete, mete teu membro rijo cada vez mais fundo, e eu me empino, adoro suas mãos fortes me segurando como se eu pudesse escapar.
Você jorra dentro de mim enquanto gememos de tesão. Posso sentir nossas pernas amolecerem num mesmo compasso. Nos derretemos pelo mármore, corpos largados no chão da cozinha. Eu fazendo seu dorso de travesseiro e você me acolhendo com um dos braços que, posso perceber, desliza, sem forças, pela minha cintura.
Daqui a pouco, passo um café.
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